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CENTRO CULTURAL NHÔ SERRA

O primeiro Centro Cultural de Piracicaba foi inaugurado em 17 de junho de 2006, no Parque 1º de Maio.

É uma é conquista da comunidade local, que aliou-se à Secretaria Municipal de Ação Cultural (SEMAC) para a criação e desenvolvimento de um projeto voltado à cultura, ocupando o antigo prédio da Escola Estadual Mário Chorilli.

O centro cultural recebeu a denominação de Nhô Serra, em homenagem ao grande trovador, cantador e violeiro, Sebastião Bueno, que personalizou e reforçou a cultura caipira da cidade com o cururu e morreu em 1997.

QUEM FOI NHÔ SERRA?

Sebastião da Silva Bueno foi um caboclo que nasceu pelos lados do bairro da “Vicentada”, na Fazenda Figueira, em 16 de junho de 1928.
Era um caboclo que tinha a ambição de ser cantador, nasceu para ser cantador,  pois, segundo seu filho, Oscar Francisco Silva Bueno, ele já vinha de uma geração de cantadores. O  pai cantava, a mãe cantava, os tios cantavam. Nasceu no meio da viola e no meio do repente e do cururu.
Conhecido como o Cururueiro do Microfone, foi quem melhor popularizou a imagem de cantador, tornando-se talvez, o mais importante de todos no sentido de difundir a tradição. Morto em 1997, teve nas suas últimas palavras, a tristeza de admitir que o cururu é uma tradição, como outras no país, que não está sendo renovada e conseqüentemente, se extinguindo.

Na inauguração ocorreu o descerramento de uma placa, o lançamento do livro “Cururu em Piracicaba”, de autoria do médico e pesquisador Olívio Alleoni e apresentação da orquestra e do coral do Projeto Guri, além da encenação de um baile caipira com a Associação Teatral e Cultural Guarantã.

O que é o Cururu?

Cururu é o repente, o desafio trovado ao som de violas do Médio Tietê. São numerosos, afamados e respeitados os cururueiros (os trovadores) da região. Alguns deles com várias viagens para o exterior. Não há Festa, ou Pouso de Bandeira do Divino sem o cururu que pode varar a noite num revezamento de várias trovadores. E não há cidadão que arrede pé diante de uma porfia de canturiões (cantadores).
Ocorrência: Conchas, Laranjal, Porto Feliz, Tietê,Sorocaba,Tatuí, Piracicaba….

 

O espaço conta com corpo funcional composto de coordenação, auxiliar de coordenação, serviços gerais, vigias e oficineiros, que desenvolvem atividades diárias no local.

O Centro Cultural Nhô Serra oferece à comunidade oficinas culturais gratuitas de Artesanato, Dança de Rua, Dança de Salão, Desenho, Sapateado, Tear, Teatro, Pintura, Violão, atendendo a diversos bairros, como o Caxambu, Serra Verde, Bela Vista, Parque Primeiro de Maio, Vila Rezende, Jardim Oriente, Alvorada I, II,e III, Água Branca, Astúrias, CECAP e Centro.

Ampliando sua atuação por meio de parcerias, traz diversos eventos como exposições, apresentações teatrais, de dança, musicais diversos, palestras e oficinas de literatura.

Os alunos das diversas Oficinas apresentam-se periodicamente em outros bairros, tendo oportunidade de contato e troca de experiências artístico-culturais em diversos outros segmentos.

Endereço: Rua Antônio Ferraz de Arruda, 409 – Pq. 1º de Maio – CEP: 13.425-262 – Piracicaba/SP

Telefone: (19) 3411-1791 | Email: semac@piracicaba.sp.gov.br

 

CENTRO CULTURAL HUGO PEDRO CARRADORE

Inaugurado em 27 de novembro de 2010 ,às 16 horas. A Prefeitura do Município de Piracicaba, por meio das Secretaria da Ação Cultural (SEMAC) e de Obras (SEMOB), entregou oficialmente aos moradores de Santa Teresinha o Centro Cultural do bairro, com mais de 500 m2 de área e muito espaço para oficinas, shows, palestras e cursos de pintura, artesanato, teatro, música instrumental, canto, dança etc.

O novo espaço cultural da cidade recebeu a denominação de Centro Cultural Hugo Pedro Carradore e promete ser um rico espaço da manifestação cultural da região.

Quem foi Hugo Pedro Carradore?

Hugo Pedro Carradore nasceu na capital paulista em 21 de fevereiro de 1930. Era membro da Academia Piracicabana de Letras (APL) e do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP). Recebeu durante sua carreira, várias homenagens em reconhecimento ao seu trabalho, entre os quais se destaca o título de Cidadão Piracicabano, outorgado pela Câmara de Vereadores de Piracicaba.
Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, teatrólogo e supervisor de programas culturais em Piracicaba, Hugo Pedro atuou também como jornalista, poeta, contista, folclorista e historiador. Escritor e compilador da história de Piracicaba e do Brasil, Hugo Pedro  foi um  incansável propagandista das obras do professor e escritor piracicabano Thales Castanho de Andrade, por considerá-lo o antecessor de Monteiro Lobato na criação do universo infantil que culminou no Sítio do Pica-Pau Amarelo.
O sonho de Hugo Pedro era que o folclore tivesse maior espaço na formação cultural das pessoas. Sua tese era a de  que a expressão de um povo que se faz presente em seus mitos, ritos e tradições.
“Embora tenha nascido na capital paulista, foi aqui, na nossa querida Piracicaba, que Hugo Pedro fincou raízes e se tornou um dos filhos mais ilustres da Noiva da Colina, pois enriqueceu nossa cultura ao resgatar as raízes da cultura popular”, disse a secretária de Cultura Rosângela Camolese.
Morreu na madrugada do domingo, 10 de outubro, aos 80 anos. O velório ocorreu na Câmara dos Vereadores e o enterro, no Cemitério da Saudade, às 16h30.

Endereço: Rua Nicolau Zen, s/Nº – Santa Teresinha

 

ARMAZÉM DA CULTURA MARIA DIRCE DE CAMARGO

Inaugurado em 24 de janeiro de 2008, às 19 horas, o Centro Cultural Maria Dirce Camargo Rodrigues de Almeida é acolhido pelos antigos armazéns da Estação da Paulista, transformada num parque de lazer e de cultura.

QUEM FOI MARIA DIRCE?

Maria Dirce de Camargo Rodrigues de Almeida nasceu em Piracicaba em 04 de janeiro de 1915. Filha de José e Cesarina. Foi casada com Joaquim (1947) com quem teve 4 filhos. Formou-se professora em 1934 e estudou piano com vários professores da cidade. Fundou em 1953, com o casal Mahle (Ernst e Maria Apparecida), a Pró-Arte – atualmente a Escola de  Música de Piracicaba Ernst Mahle (Empem). Foi a fundadora da Orquestra Infantil de Piracicaba,

 

A partir de projeto do IPPLAP (Instituto de Planejamento) a Prefeitura do Município de Piracicaba executou a obra sob responsabilidade das Secretarias da Ação Cultural (SEMAC) e Obras (SEMOB).

O barracão tem 2 mil metros quadrados, possui uma grande sala que comporta 300 cadeiras, sete salas de aula, palco, camarins, salas administrativas, biblioteca musical e sala de instrumentos.

As aulas de música que, anteriormente aconteciam no Teatro Municipal Dr. Losso Netto, assim como as aulas do Projeto Guri – projeto que tem a Secretaria de Estado da Cultura como parceira – passaram para o Armazém da Cultura,que beneficia mais de 500 pessoas, entre crianças, jovens e adultos.

Endereço: Av. Dr. Paulo de Moraes, s/Nº

 

CENTRO CULTURAL ISAÍRA APARECIDA BARBOSA – “ZAZÁ”

Inaugurado em 27 de janeiro de 2008, às 16 horas, o Centro Cultural Isaíra Aparecida Barbosa  – “Zazá”, ocupa o espaço do antigo PSF (Posto de Saúde da Família), no Núcleo Habitacional Mário Dedini. Oferece biblioteca, salas de música e artes, galpão coberto para diferentes atividades com palco. A programação das atividades é elaborada pelo Programa Movimentação Cultural da Secretaria da Ação Cultural (SEMAC).

O centro Cultural Zazá oferece oficinas de  violão, artesanato, pintura, capoeira tradicional e angolana, sapateado, balé, desenho, dança de rua , dança afro, tear, dança de salão, teatro e percursão.

Quem foi Izaíra Aparecida Barbosa?

Zazá nasceu em Piracicaba em 1966. Filha de Milton Barbosa e Cecília Papa Barbosa. Foi casada e teve um filho, Rafael. Foi vendedora de cachorro-quente, cozinheira de creche e vendedora autônoma. Sempre bem disposta, decidiu  voltar a estudar e formou-se em técnica em Nutrição e Dietética, trabalhando na Bioagri até sua morte.
A carreira musical foi descoberta numa brincadeira de videokê que logo a impulsionou ao sucesso, sendo convidada a cantar no grupo Na Palma da Mão.
Logo depois criou o grupo “Zazá & Banda”, formada pelo filho Rafael Spolidório, violão e vocal, Bida na bateria e Cristian Andrade no baixo. Seu repertório era composto por mais de 500 canções. Em maio de 2008 gravou seu primeiro DVD, “Zazá Brasileira”, em inesquecível show realizado no Teatro Municipal Dr. Losso Netto.   Zazá morreu prematuramente, aos 41 anos, em 19 de outubro de 2008, com 5 anos de carreira artística. Foi sepultada no Cemitério da Saudade, em jazigo da família. 

Endereço: Rua Jacinto Roberto Penedo, Nº 190 . Núcleo Habitacional Mário Dedini

 

CENTRO CULTURAL ANTONIO PACHECO FERRAZ

Inaugurado em 23 de setembro de 2006. Digno do nome que tem, este centro cultural está localizado num dos mais belos parques da cidade, ocupa os nobres espaços do prédio da antiga Estação da Paulista, com a riqueza da arquitetura do século XIX, reataurado pela Emdhap.

A antiga plataforma de embarque, por exemplo, foi reformulada para funcionar como palco permanente. Ambientes internos foram cuidadosamente restaurados, como piso e os sanitários. Nas salas funcionam oficinas de artes cênicas, dança entre outras manifestações artísticas.

O Centro Cultural Antonio Pacheco Ferraz é praticamente circundado por um parque e lazer e pelos gramados da antiga estação férrea.

Um dos mais belos cartões postais da cidade é palco de diferentes manifestações artísticas como teatro, dança, música, oficinas pedagógicas e educativas e exposições.

Quem foi Antonio Pacheco Ferraz?

Nascido em Piracicaba, o artista Antônio Pacheco Ferraz (1904-2006) se definia como um colorista; divisionista; com tema surrealista e muito livre em sua técnica.
Teve aulas com Frei Paulo Maria de Sorocaba, que deu aulas a outros famosos pintores como Manoel Martho e Eugênio Nardin e aulas com Joaquim Miguel Dutra que incentivou sua ida à Europa.
Muda-se para Paris, em 1926, para estudar pintura em grandes academias como a Academia Julien, onde conheceu Tomás Pelaio Moreira Gonçalvez, pintor português, a Escola de Belas Artes de Paris, Academias Renard, La Rossi e Garçoniere e teve mestres como Pierre e Albert Laurens, Lucien Simon, Emile Renard.
Na época o Impressionismo era a corrente mais forte na França e o Surrealismo estava em formação, assim, sua formação acadêmica foi impressionista e o surrealismo foi uma tentativa de libertação do academicismo.
Durante sua estada na Europa expõe no Salon des Artistes Français em 1928 e 1929. Em Paris teve contato com Cândido Portinari e Alípio Dutra.
O artista as retratou inúmeras vezes em suas telas as cidades de Piracicaba e Bretanha, França, com as quais teve forte relação.
É considerado um dos mais expressivos pintores piracicabanos, representante do impressionismo, com passagens pelo surrealismo. Ao longo de 80 anos de carreira, confeccionou mais de mil telas, algumas ainda no acervo da família e a maioria espalhada em coleções particulares. Seus trabalhos são coloridos e ousados.
Participou do Salão Nacional de Belas Artes, em 1933 e 1970; Salão Paulista de Belas Artes, em 1925 e 1976; XXIV Bienal de São Paulo e foi Medalha de Honra e Grande Medalha de Prata no Salão Paulista de Belas Artes. Tem obras no Catálogo da XIV Bienal, Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro, Museé de la Peche do Concarneau (França), entre outros.
Antonio Pacheco Ferraz morreu em junho de 2006, aos 101 anos. 

Endereço:Av. Dr. Paulo de Moraes, S/Nº